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Património Azulejar

O azulejo em Palmela


O concelho de Palmela possui um importante património azulejar, que se distribui por igrejas, fachadas de habitações particulares e edifícios públicos. Aqui, podemos encontrar exemplares de azulejos hispano-mouriscos, revestimentos de tapete do século XVII, azulejos historiados do século XVIII, azulejos de fachada das habitações burguesas de início do século XX, e intervenções da época contemporânea.
Dos exemplares do século XVI, apenas restam alguns elementos de azulejos hispano-mouriscos (de aresta), resultado das intervenções arqueológicas realizadas no Castelo de Palmela.
O século XVII está bem representado com azulejos onde predomina o gosto pelo amarelo, azul e branco. Podemos ver exemplares desta época na Igreja de Santa Maria do Castelo, na Capela de S. João Baptista e na Igreja da Misericórdia (na vila de Palmela), bem como na Capela de S. Gonçalo, em Cabanas.

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Igreja de Santa Maria do Castelo, Palmela. Azulejo de padrão «tipo maçaroca», século XVII

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Igreja da Misericórdia de Palmela. Azulejo de padrão, século XVII

 

No século XVIII, surge o gosto pela figuração azulejar monocromática. No azulejo historiado do Barroco predomina o azul e branco, sendo possível observar no interior da Igreja de Santiago azulejos com figuras de anjos. Porém, é na Igreja de S. Pedro que Palmela tem o exemplo mais característico da figuração azulejar barroca. Da autoria de Nicolau de Freitas, os trabalhos decorreram nos anos 30/40 do século XVIII. As paredes da Igreja são revestidas com azulejos que contam ao visitante a vida do seu patrono.

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Igreja de S. Pedro, Palmela. Painel de Azulejos do século XVIII. Cristo a aparecer aos discípulos no Lago de Tiberíades

 

Dentro do gosto burguês e utilitário de finais do século XIX e inícios do séc. XX, são representativas diversas fachadas de casas no Centro Histórico de Palmela, com coloridos azulejos decorados através do processo semi-industrializado das estampilhas.

 

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Pormenores de azulejos de fachada. Rua Hermenegildo Capelo, inícios do séc. XX, Palmela

 

Encontramos ainda, na vila de Palmela, diversos exemplos de azulejos Arte Nova, de que se destacam as fachadas da Rua General Amílcar Mota.

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Decoração azulejar Arte Nova. Casa da Rua General Amílcar Mota, nº 7/ Travessa de Olivença, Palmela

 

Em Rio Frio, a decoração azulejar da Casa Senhorial, de início do século XX, é da responsabilidade de Jorge Colaço. Nos painéis estão representadas cenas da vida quotidiana da herdade.

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Painel de azulejos. Casa Senhorial da Herdade de Rio Frio, 1918/22, Rio Frio

 

Na Vila de Pinhal Novo a arte azulejar está patente nos painéis da antiga Estação de Caminho de ferro. Datados de 1938, representam «postais» do distrito de Setúbal. A produção é da Fábrica de Cerâmica Constância/ Faiança Battistini.

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Painel de Azulejos da Estação de Caminho de ferro de Pinhal Novo «Raparigas Vindimando», 1938

 

Um dos primeiros trabalhos de encomenda à artista Maria Keil, em 1954, é o revestimento azulejar do refeitório da Colónia de Férias da empresa EDP, em Palmela. Este trabalho representa crianças a brincar e tem a mestria do traço identificável desta artista maior da história da arte azulejar portuguesa.

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Painel de azulejos, Colónia de Férias da EDP, 1954, Palmela

 

Dada a importância do património azulejar, é fundamental o contributo de todos para a sua salvaguarda. O projeto SOS Azulejo, iniciativa do Museu de Polícia Judiciária, «nasceu da necessidade imperiosa de combater a grave delapidação do património azulejar português (…) engloba a vertente da conservação preventiva e da sensibilização para a sua valorização, consciente de que só um investimento global apresentará garantias de real eficácia, pois de facto ‘só protegemos aquilo que valorizamos‘.»

 

A Câmara Municipal de Palmela associou-se a este projeto. Criamos, para além de várias ações, a Maleta Pedagógica «Arte2 – o Património Azulejar do Concelho de Palmela», vencedora do primeiro prémio referente à Ação Pedagógica, em 2015.

Aceda à Maleta Pedagógica e fique a conhecer melhor o nosso Património. Proteja-o!

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