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Documentação fotográfica do Arquivo Municipal de Palmela

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PT/AMPLM/PTS000038
Palmela. Entrada da vila e Largo do Chafariz.
(Edição de Alberto Malva, Lisboa, Union Postale Universelle, N.º 699, datado 21 Novembro 1913, Arquivo Municipal de Palmela)


O Arquivo Municipal de Palmela integra a documentação fotográfica do Fundo Câmara Municipal de Palmela, adquirida a fotógrafos profissionais ou produzida por fotógrafos ao serviço da CMP, nos últimos anos, com provas em papel e/ou negativos.

Integra ainda algumas Coleções Fotográficas de autor como José Artur Bárcia, com postais datados de 1906 a 1908, Américo Ribeiro, com negativos datados de 1928 a 1970 e António Passaporte, com provas fotográficas da década de 1950.

Estas coleções foram sendo adquiridas ao longo dos anos no decurso do trabalho de pesquisa e deteção de documentação fotográfica respeitante ao concelho de Palmela.

Esta documentação fotográfica está a ser digitalizada no intuito de vir a ser disponibilizada à consulta pública pela Internet.


Colecção Postais Antigos (1904-1950)


“Em Portugal, o primeiro bilhete-postal foi emitido em 1878, e o primeiro bilhete-postal ilustrado em 1894, comemorando o V Centenário da Morte do Infante D. Henrique. (...)
O caso de J. Bárcia é exemplar, mas existem muitos outros fotógrafos profissionais e amadores que nos deixaram inúmeros testemunhos do seu tempo, assinados ou não, sob a forma de postais fotográficos, os quais irão ganhar um novo fôlego a partir dos anos quarenta do século XX, pela mão de um António Passaporte. (...)
Outra dificuldade reside na datação. Raríssimos postais apresentam a data de edição. (...) Podemos sempre recorrer aos postais circulados, quando estão datados e apresentam um carimbo dos correios legível. Mas, também neste caso, era muito frequente que um determinado postal fosse comercializado durante muito tempo, em sucessivas reedições, pelo que a data do carimbo pode não ajudar e até confundir. Encontramos casos de um mesmo tipo de postal ter circulado durante 20 e 30 anos!”


António Ventura, Os Postais da Primeira República, Álbuns da República, Lisboa, Tinta da China, 2010

Colecção Postais Antigos
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910 KB



José Artur Leitão Bárcia (1871 – 1945)

Notável documentalista de Lisboa e amigo íntimo do grande olisipógrafo Júlio de Castilho.
 J. Leitão Bárcia é, certamente, um dos poucos fotógrafos deste período com preocupações formalistas inovadoras. São dele, na revista SERÕES, entre 1906 e 1908, à imagem de magazines estrangeiros, algumas fotografias em plongées «absolutos», alguns noturnos abstratizantes e um lindíssimo retrato de Afonso Lopes Vieira e Albino Forjaz de Sampaio, à noite, no meio da neblina da Av. da Liberdade, em Lisboa
.”

António Sena, 1998, História da Imagem Fotográfica em Portugal – 1839-1997

Colecção Bárcia
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776 KB



Américo Augusto Ribeiro (1906 – 1992)

Recolhidas ao longo de cerca de sete décadas, as imagens de Américo Ribeiro trazem-nos à memória outras épocas (...). Foram suas reportagens célebres como a visita da Rainha Isabel, em 1957, a queda de um bimotor em Tróia em plena 2.ª Guerra Mundial ou o desastre que em Outubro de 1950 vitimou 6 oficiais ingleses cuja viatura caiu no Sado. (...)
 Quando Américo Ribeiro se iniciou no seu ofício de fotógrafo, na década de vinte, a técnica dava ainda os primeiros passos - os “flashes” eram de magnésio acionado por pistola, os ampliadores funcionavam com luz solar e os negativos eram chapas de vidro com 9 x 12 cm. Foi na época em que o fotógrafo era ainda um mágico
.”

                                                      
                                                Carlos Fernando Mau dos Anjos

José Madureira Lopes, ed., (1992), Um tesouro guardado – Setúbal d’outros tempos

Colecção Américo Ribeiro
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1,07 MB



António Passaporte (1901 - 1983)

António Pedro Passaporte (1901-1983), filho do fotógrafo José Pedro Braga Passaporte, era natural de Évora. (...).
 Em 1923 (...) parte para Madrid, onde inicia a sua carreira de fotógrafo, (...) registando paisagens e monumentos que vêm a ser adquiridos pelo Ministério da Cultura e Turismo Espanhol para propaganda turística. Face ao sucesso obtido edita postais, assinando como Loty, nome pelo que ficaria conhecido. Durante a Guerra Civil de Espanha ingressa nas Brigadas Internacionais como repórter fotográfico. (...).
 Em 1940 inicia a produção de postais ilustrados a preto e branco, destacando-se a edição dedicada à Exposição do Mundo Português. Retira-se da fotografia em 1965 (...).


José P. B. Passaporte e António Passaporte (Loty), dois fotógrafos de Évora, Évora, Câmara Municipal de Évora, 2000.

Colecção António Passaporte
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970 KB




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