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Segunda-feira, 20/05/2013 20:23:01
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Centro Histórico da Vila de Palmela

O Centro Histórico de Palmela apresenta características particulares que lhe  conferem  uma  identidade  muito  própria.  Trata-se  de  uma  vila  não muralhada encimada pelo Castelo, que se desenvolveu ao longo encosta voltada para Norte, ajustando-se ao seu relevo acidentado.

O núcleo pré-urbano terá surgido inicialmente na cerca onde se implantou a  alcáçova  e  talvez  a  Medina.  Verifica-se  uma  ocupação  muçulmana ininterrupta da alcáçova do castelo desde meados do séc. 8 e 9 até à reconquista, no séc. 12. A partir deste século, a  população  desloca-se  para  o  Arrabalde  com  uma  ocupação  cujo  traçado  urbano  se  adapta  às  condições topográficas e defensivas, através de ruas estreitas, travessas, becos, labirintos e escadas. As casas apresentam soluções arquitetónicas e técnicas construtivas de cariz defensivo com escassas fenestrações.

Rua Contra Almirante Jaime Afreixo Rua de Simões
Travessa Serpa Pinto Beco da Estrela

A Rua Direita, atual Rua Contra Almirante Jaime Afreixo, era a artéria mais importante da vila, tanto pela densidade de ocupação como pelo atravessamento quase total da vila, da qual irradiavam eixos secundários (ruas e travessas com escadarias). As travessas desenvolveram-se a partir das direções de maior declive, acompanhando as curvas de nível, correspondendo provavelmente aos caminhos pré-existentes.

Na época dos Descobrimentos Palmela ganha duas novas Igrejas - Igreja da Misericórdia (Imóvel de Interesse Municipal, em vias de classificação como Imóvel de Interesse Público) e a nova Igreja Matriz de S. Pedro, assim como  o Pelourinho  (Monumento  Nacional).  O Castelo e a Igreja de Santiago  (Monumentos Nacionais) perdem importância  e  surge  um  novo  pólo  dinamizador  -  o  Largo  do  Município  -  onde  se  desenvolvem  atividades religiosas, administrativas, económicas e onde se inicia também um novo crescimento urbano. Com dois pólos opostos estruturantes - Lg. d’Él Rei D. João I (antigo Lg. do Rossio) e o Largo do Município, onde se localiza também o edifício dos Paços do Concelho, a vila acabou por consolidar-se no séc. 16, densificando-se até ao séc. 18 com um traçado linear e quarteirões de lote estreito.

O Chafariz de D. Maria I, Imóvel de Interesse Municipal, data do séc. 18. Nos séc. 19 e 20, o edificado existente articula-se com a área de expansão urbana de malha reticulada (designada por Zona de Transição), através de quarteirões reguladores de uma malha ortogonal intencional, apoiada em dois espaços públicos estruturantes: o Largo do Touril, a Poente, (actual Largo 5 de Outubro) com ligação ao Largo do Município e o Largo S. João, a Norte,  onde se localiza a Capela de S.  João  Baptista,  datada do  séc.  17 e classificada  como  Imóvel  de Valor Concelhio.
 
O  espaço  construído,  com  os  seus  tipos  arquitetónicos  dominantes,  congrega  um  núcleo  urbano  com características muito particulares. O casario acompanha a morfologia do terreno, resumindo-se a arquitetura civil corrente a casas térreas, com ou sem chaminé (com ou sem ressalto) e algumas com assimetria na disposição dos vãos, revelando a sua origem medieval.

O poder económico de algumas famílias ligadas à cultura vitivinícola nos séc. 19 e 20, manifesta-se em “casas- quarteirão” que ocupam lotes de dimensões significativas na sua totalidade, com especial incidência na zona de expansão do séc. 20 (Zona de Transição). Estes tipos arquitetónicos, característicos da vila, têm 1 ou 2 pisos e integram adegas de produção própria na maioria dos casos. Existem outras adegas mais modestas, de lotes menores e de arquitetura mais simplista, espalhadas por todo o núcleo.

Na arquitetura civil corrente, destacam-se pormenores arquitetónicos nas casas do burgo medieval como: arestas boleadas nos vãos, varandas constituídas por balcão de sacada com hastes cilíndricas aneladas em ferro forjado, óculo na zona da escada de acesso ao segundo piso, que a iluminava naturalmente. O tipo de cobertura tradicional deste núcleo foi o telhado de tesouro.

Tipos Arquitectónicos Característicos de Palmela Tipos Arquitectónicos Característicos de Palmela

 

Telhado de Tesouro

Nos finais do séc. 19, surge o uso da platibanda decorada, por vezes encimada por balaustradas e faianças, que vem alterar a composição das fachadas. Na zona de expansão de finais do séc. 19 e do séc. 20, a Norte da vila, surgem casas abastadas com cantarias nos vãos, elementos trabalhados em argamassa na fachada, azulejo cerâmico de revestimento nas fachadas e painéis que retratam cenas da vida quotidiana da vindima, integrados na linguagem Arte Nova.

 

Exemplo de Arquitectura Civil Abastada Exemplo de Arquitectura Civil Abastada

 

Exemplo de Arquitectura Civil Abastada 


No sentido de esclarecer os munícipes e técnicos sobre o licenciamento urbanístico no Centro Histórico de Palmela, foi desenvolvido/criado o GUIA INFORMATIVO PARA O LICENCIAMENTO, que agora se divulga nesta página da Câmara.

Centro Histórico
Guia Informativo para Licenciamento

(formato pdf)

Versão ainda não atualizada face às alterações introduzidas pelo Decreto Lei n.º 26/2010 de 30 de Março ao  Decreto Lei n.º  555/1999, de 16 de Dezembro (RJUE)

Horário do Mini-Autocarro do Centro Histórico de Palmela

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(formato pdf)

Percursos Pedestres

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Regulamento do Programa de Financiamento Municipal de Obras de Conservação em Imóveis – FIMOC

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