A tradição teatral no Concelho de Palmela tem tido, ao longo do último século, caminhos partilhados com a vida associativa e cultural. Através das associações tradicionais, grupos mais ou menos informais, grupos de teatro e, mais recentemente, pela Companhia Profissional Teatro O Bando, a atividade teatral tem projetado Palmela como terra de cultura.
Viajando até memórias mais longínquas, entramos no mundo do teatro e da música pela mão de Sousa Martins que, por volta dos anos 40, entre Palmela e Pinhal Novo, muito estimulou a "função" do teatro. Caminhamos, também, pelos palcos de Rio Frio, da S.F.U.A., da S.I.M., dos Loureiros ou da Humanitária e aplaudimos as muitas "Variedades" que levaram ao palco a arte do teatro.

Os anos 60, com todas as vicissitudes históricas do país registaram, ainda assim, a teimosia de estar em cena durante os obscuros tempos da censura. Com a agilidade de representar pela metáfora, os teatreiros cumpriam rituais que chegaram até ao nossos dias – o Enterro do Bacalhau e a Queima do Judas tornam-se difíceis de apagar ou de contornar, trazendo à rua as gentes de Palmela, e Pinhal Novo, que experimentam a liberdade possível pela voz dos atores. Alguns nomes confundem-se com a própria teimosia de representar: Francisco, Álvaro, Anacleto, Canuto, Tarciso e muitos mais, que o fizeram por convicção e com ganas de muito dizer.
Os anos 70 abriram novos caminhos ao teatro no país, e também a Palmela. A visita de grupos que espalhavam a notícia de novos tempos (A Barraca, Bonecreiros, Teatro do Nosso Tempo entre outros) estimulou o surgir de novas sensibilidades no concelho, assim como o reativar de alguns grupos associados às Coletividades Tradicionais.
Nos dias de hoje, o Concelho de Palmela conta com 8 grupos de teatro: