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Terça-feira, 22/05/2012 21:47:38
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Aldeia de Quinta do Anjo

Sede de freguesia com o mesmo nome é um importante pólo de desenvolvimento do Concelho de Palmela. Na sua área situa-se um conjunto de empreendimentos industriais de grande dimensão e mantém-se, ao mesmo tempo, uma tradição rural de elevada expressão na produção de vinho, queijo de ovelha (Queijo de Azeitão) e doces regionais.

Aqui ficam alguns locais a visitar.

Centro da aldeia

O Largo da Igreja e da Sociedade de Instrução Musical são o centro social da aldeia, onde decorrem os grandes eventos e festas locais. Na Quinta do Anjo a devoção religiosa é muito grande sendo celebrada ininterruptamente, desde 1756, a Festa de Todos os Santos, a 1 de Novembro, como agradecimento pela salvação da localidade aos estragos do terramoto do ano anterior. A Sociedade de Instrução Musical é um pólo de cultural, de formação musical e cívica desde a sua fundação, em 1921, sendo de salientar a beleza da sua sede em estilo romântico.

Aldeia dos Bacelos

A parte mais antiga da Quinta do Anjo, provavelmente com ocupação desde a pré-história, é composta por núcleos de casas baixas, com pátios onde tradicionalmente se guarda o gado ovino e caprino e onde se situam algumas das queijarias. O seu nome provém da enorme quantidade de vinhas que circundavam as habitações e que, noutros tempos, constituíam a par do pastoreio a única forma de subsistência das populações locais.

Quinta da Fonte do Anjo

Diz a lenda que a fonte existente nesta quinta foi protegida por "um anjo bom armado de espada, portanto S. Miguel", da tentativa de envenenamento pelas forças do mal salvando, assim, as populações que dela viviam. A imagem de pedra e cal que lá existia do anjo armado de espada pisando o dragão esboroou-se em 1985, estando a própria fonte quase seca devido ao abaixamento dos níveis freáticos.
A Quinta do Anjo acabou por dar o nome a toda povoação que se desenvolveu ao seu redor.

Moínhos


No alto da Serra do Louro erguem-se os moinhos de vento que, num passado não muito distante, constituíam uma importante indústria de transformação de cereais. A força do vento embate nas velas abertas, fazendo rodar um eixo, que por sua vez transmite a rotação a uma pedra calcária que roda sobre uma outra fixa. Estas pedras, denominadas "mós", recebem entre elas os grãos de cereal, transformando-o em farinha.


Sepulturas colectivas pré-históricas


Um dos mais importantes vestígios da pré-história é um conjunto de quatro grutas artificiais, escavadas na rocha, que serviram de sepulcro colectivo para os povos da região durante cerca de 1000 anos no Período Calcolítico (Idade do Cobre). O morto era colocado – na posição fetal, acompanhado de um conjunto de cerimoniais e oferendas – dentro da sepultura que, pela sua configuração, imitava um ventre materno, simbolizando este acto um voltar à origem da vida e um tributo à fertilidade.




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