Dedique um fim de semana a visitar as freguesias de Poceirão e Marateca que, no concelho de Palmela, são conhecidas por serem terras privilegiadas de vinho, arroz e cegonhas.
Inicie a sua viagem no Poceirão, zona de produção de vinho e cereais e que tem também, como referência na sua história, a estação de caminhos de ferro. Junto à estação poderá ver um conjunto de armazéns, frente à linha férrea, que relembram cenários de arquitetura industrial.
Nesta localidade não deixe de visitar o Centro Cultural de Poceirão, que alberga um conjunto de associações culturais que aí preparam e desenvolvem a sua atividade. Com sorte, ainda poderá assistir a algum espetáculo ou animação.
Passando a linha férrea dirija-se à localidade de Fernando Pó, onde poderá ver várias adegas que produzem vinhos de excelente qualidade, reconhecida além fronteiras. Visite uma delas e percorra o processo de produção do vinho, desfilando também o olhar por um conjunto de peças, objectos e artefactos do quotidiano a ele ligados.

Depois desta visita vitivinícola dirija-se à Marateca onde poderá admirar, além da habitual pacatez da vila, a Igreja de Águas de Moura, com traça dos anos 50 e cujo edifício se destaca, na povoação, pela sua volumetria e pela torre coroada, como no Poceirão, pelo tradicional ninho de cegonha.
Também nesta localidade não deixe de visitar o tanque público, datado de 1899, que constitui um bem preservado local de convívio e trabalho feminino ao longo de décadas, e uma marca das relações de sociabilidade locais.
Para terminar este passeio visite a Herdade do Zambujal e a antiga ponte ferroviária. Com uma casa senhorial e um aglomerado rural caraterizado por casas rústicas chãs, bem cuidadas, esta herdade é acedida através de uma antiga ponte ferroviária, construída entre 1913 e 1914.
O projeto da ponte férrea – em reta, de vão único, com um comprimento total de 60,6 metros – terá sido elaborado pela Empresa Industrial Portuguesa em colaboração com os então Caminhos de ferro do Sul e Sueste. A estrutura é porticada, de tabuleiro inferior, sendo as vigas principais do tipo Bratt. O troço da via foi desactivado em 1980. Junto a esta ponte a Ribeira da Marateca entra na Reserva Natural do Estuário do Sado – os arrozais dão, aí, lugar às marinhas.