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Património Ferroviário

Estação de Caminhos de Ferro de Pinhal Novo

EN | Pinhal Novo Railway Station

Pinhal Novo, à medida que foi crescendo em tráfego de passageiros e mercadorias, enquanto entroncamento ferroviário, foi exigindo modernização de instalações para trabalhadores e utilizadores deste meio de transporte marcante da história da vila e do concelho de Palmela.

Em 1868, existia já no Pinhal Novo o edifício de passageiros que vemos na imagem – só com um piso e dois telheiros virados a sul e a norte. A obra fora aprovada em 1864 pelo Rei D. Luís, sob proposta do Conselho de Obras Públicas.

Estação Pinhal Novo antiga 1_sec XIX

Edifício de Passageiros da estação ferroviária de Pinhal Novo – século XIX.

Em 1895, o edifício teve um projeto para a sua alteração em extensão, o que garantiu maiores áreas para as habitações do chefe de Estação, do fiel, do pessoal do restaurante, e mais espaço nas salas de espera de passageiros de 1.ª, 2ª e 3.ª classes, no restaurante e na cantina.

A estação dos anos 30 do século XX obedeceu a outro programa funcional; tem dois pisos, é da autoria do engenheiro e arquiteto Perfeito de Magalhães (1880-1958) e foi concluída em 1935. A importância deste entroncamento ferroviário cresce aquando da abertura da via dupla em 1932, entre Pinhal Novo e o Lavradio; o edifício adapta-se e ganha nova feição.

Estação Pinhal Novo 2 fachada norte 1935

Edifício de Passageiros da estação ferroviária de Pinhal Novo – anos 30 do século XX.

 

Estação Pinhal Novo 3_ 1935

Estação ferroviária de Pinhal Novo – anos 30 do século XX. Perspetiva das gares.

Em 1938 – quando é inaugurada a torre de sinalização e controlo ferroviária da autoria do arquiteto José Cottinelli Telmo -, o edifício de passageiros recebe 25 painéis de azulejos, representando diversas paisagens da zona da Arrábida e Rio Frio; os temas centrais são pintados por João Rodrigues e Francisco Branco Pinto – alguns têm por base fotografias de Manuel Giraldes da Silva – e são produzidos pela Faiança Battistini de Maria de Portugal /Fábrica de Cerâmica de Lisboa.

fotografia A_Rio Frio Varrendo a eira

Rio Frio – Varrendo a Eira (a fotografia que inspira o painel azulejar homónimo).

fotografia B_Rio Frio Varrendo a eira (pormenor)

Rio Frio – Varrendo a Eira (painel azulejar na fachada norte do edifício).

A Estação recebeu, em 1946, o 2.º Prémio no Concurso das Estações Floridas atribuído pelo Secretariado Nacional de Informação (S.N.I.) e diversos 1.ºs Prémios, no Concurso das Estações Bem Cuidadas – Região Sul, entre 1970 a 1973.
O edifício foi preservado, embora tenham sido removidos do interior do antigo vestíbulo os azulejos que o forravam, bem como os bancos com azulejo de figura avulsa existentes nas antigas gares.

fotografia C bancos com azulejo figura avulsa

Antigos bancos nas gares da estação, forrados com azulejo de figura avulsa.

A atual estação, de início do nosso século, tem projeto da autoria do arquiteto Motta Guedes, e foi construída a poente do edifício dos anos 30 do século XX, no âmbito da eletrificação da via férrea; o edifício de passageiros com uma zona subterrânea, garante a circulação pedonal entre as zonas norte e sul da vila.

Estação Pinhal Novo 4_ sec XXI

Edifício de Passageiros da estação ferroviária de Pinhal Novo – século XXI (aspecto da fachada norte).

 

SERRÃO, Vítor e MECO; José (2007). Palmela Histórico-Artística. Um inventário do Património concelhio, Palmela/Lisboa: C.M.Palmela/Ed. Colibri

 

 

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