Pesar pela morte de manifestantes na Venezuela
A Câmara Municipal de Palmela aprovou um Voto de Pesar pela morte de manifestantes na Venezuela, apresentado pelo PSD, apelando à realização de eleições livres. Transcreve-se, abaixo, o Voto de Pesar, aprovado por maioria, com os votos contra da CDU, que fundamentou o seu sentido de voto pelo facto de não terem sido aceites as suas propostas de alteração, repudiando a alusão a eleições livres e propondo, em alternativa, o fim do bloqueio e sabotagem ao país por parte dos EUA e seus aliados, assim como a mediação do conflito pelo Vaticano.
«A comunidade internacional tem acompanhado, com profunda preocupação, o agudizar da crise política, económica e social na Venezuela, com fortíssimos efeitos nas condições de vida dos setores mais frágeis da respetiva sociedade.
A Venezuela tem vivido dias consecutivos de manifestações pela transição democrática e o líder da Assembleia Nacional autoproclamou-se Presidente interino do País. De acordo com os dados avançados pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), a repressão dos protestos pelas forças de segurança venezuelanas já provocou vários mortos e dezenas de feridos nas ruas do País e já foram detidos mais de centenas desses manifestantes.
Salienta-se que reside na Venezuela a segunda maior comunidade portuguesa e lusodescendente na América Latina, que ultrapassa as 400 mil pessoas. Portugal tem que fazer tudo o que está ao seu alcance para garantir o seu bem-estar e a sua segurança, assim como, a realização de eleições livres e democráticas em que todas as forças políticas concorram em igualdade de direitos e deveres e que as mesmas sejam mediadas e supervisionadas pela ONU e pelo Vaticano.
Assim, a Câmara Municipal de Palmela, reunida em 6 de fevereiro de 2019, exprime o seu Pesar pela Morte de Manifestantes na Venezuela, apela a uma resolução pacífica que salvaguarde a segurança da grande comunidade portuguesa e lusodescendente na Venezuela e que reponha a normalidade democrática através da realização de eleições livres na Venezuela.»