Festival de Teatro de Setúbal apresenta “Damas da Noite” em Palmela
O Cine-Teatro S. João, em Palmela, recebe, no dia 23 de agosto, às 21h30, o espetáculo “Damas da Noite, uma Farsa de Elmano Sancho”.
O teatro, apresentado pela Loup Solitaire, no âmbito do Festival Internacional de Teatro de Setúbal – XXII Festa do Teatro (extensão Palmela) tem um valor de bilheteira de 10€ (8€ estudantes, menores de 25, maiores de 65 e profissionais do espetáculo) e destina-se a maiores de 16 anos.
“Damas da Noite” é uma organização do Teatro Estúdio Fontenova, com o apoio da Câmara Municipal de Palmela.
O Festival Internacional de Teatro de Setúbal – XXII Festa do Teatro decorre de 21 a 30 de agosto e integra 25 peças de teatro, duas das quais estreias.
Mais informações: Festival Internacional de Teatro de Setúbal - Festa do Teatro | Setúbal | Facebook e https://www.festadoteatro.org/
Sinopse
«Elmano Sancho evoca a conflituosa reviravolta de expectativas em torno do seu nascimento para levantar o véu de Damas da Noite: os pais esperavam uma menina, de nome já destinado, Cléopâtre, mas nasceu um menino. O encenador pretende assim dar vida a esse outro desejado de si mesmo, como se este fosse uma espécie de duplo e existisse numa realidade paralela que Damas da Noite encena. Para erguer essa figura ficcionada chamada Cléopâtre, Elmano Sancho imergiu no mundo fascinante e provocador do transformismo. Os artistas transformistas/dragqueens “vestem a pele de um outro, tentam ser um outro”. São “flores que abrem de noite”, intérpretes de uma transformação “pautada pela transgressão, o desconforto, a ambiguidade, a brutalidade dos corpos e a violência das emoções”. Através dessa interpretação paradoxal da diferença, Damas da Noite explora a presença ou ausência de fronteiras entre realidade (biografia) e ficção, ator e personagem, homem e mulher, teatro e performance, tragédia e comédia, original e cópia, interior e exterior, dia e noite. Nesse jogo de relações, aposta-se a identidade como matéria fluida, “rimbaudiana”, revelando o outro que somos, o estrangeiro que albergamos».