III Jornadas Internacionais Arqueologia - 5 a 8 junho: consulte o programa
As III Jornadas Internacionais de Arqueologia “Coisas de Deleite e Fruição - Arqueologia dos Prazeres” decorrem de 5 a 8 de junho, no Cine-Teatro S. João (Palmela). O programa está disponível aqui.
Organizadas pelo Município de Palmela, através do Museu Municipal, as Jornadas vão focar os temas “Expressões de Prazer na Epigrafia”, “Deleites de Comer e Beber”, “Adornos Pessoais”, “O Habitat: Evidências de Ócio, Aparato e Belo”, “Expressões Artísticas em Cerâmica”, “Expressões Materiais de Volúpia”, “Expressões Artísticas Rupestres”, “Deleites da Natureza: Jardins e Hortas”, “Jogar e Brincar”, “Outros Prazeres” e “Representações de Música, Teatro e Dança”. As sessões contam com os contributos de investigadoras/es em representação de instituições académicas e outras, nacionais e internacionais. Vai também estar em exposição no Cine-Teatro um conjunto de posters alusivos a estes temas.
O programa integra também a apresentação da obra “A Arqueologia em Portugal entre o Final do Século XX e o Início do Século XXI (1970 - 2014)”, da autoria de Jacinta Bugalhão, editada pela Associação de Arqueólogos Portugueses, no dia 5, às 18h30, e um momento musical com a Orquestra Barroca do Conservatório Regional de Palmela, dia 6, às 18h20.
No dia 8, realiza-se uma Viagem de Estudo, com visitas aos Banhos Islâmicos de Loulé e às Ruínas Romanas de Milreu, orientadas pelas/os Professoras/es Doutoras/es Susana Gómez Martínez (Loulé) e João Pedro Bernardes (Milreu).
As Jornadas contam com o apoio da Palimpsesto e da Clay Arqueologia.
Mais informações: 212 336 640 ou patrimonio.cultural@cm-palmela.pt.
Apresentação
«Coisas que deleitam o ser humano são tão remotas quanto a sua existência. Artefactos, produções, criações, exibições conduziram-no, ao longo dos tempos, para a incessante procura do contentamento.
O alcance do conceito de prazer é dilatado e nele cabem tantas possibilidades quantos os modos que cada um tem de sentir. Partimos, por isso, de um universo deliberadamente restrito, compatível com as mais comuns perceções de fontes de deleite e fruição, que se expressam em materialidades: as artes, o jogo, os alimentos, a sensualidade, a escrita, o adorno, os detalhes de conforto e de requinte da habitação e do seu entorno...
A Arqueologia é veículo para chegar ao entendimento dos processos de demanda dos encantos terrenos, muitas vezes no recato da intimidade, mas tantas outras na envolvência do “outro” social, pensadas para a afirmação pessoal e para o poder».