Município devolve Monte do Francisquinho à comunidade «Casa do associativismo, de respostas sociais, de causas e de Abril!»
Foi em ambiente de celebração da Liberdade e de forte simbolismo para a freguesia que o Monte Francisquinho – Centro Comunitário abriu portas à comunidade de Pinhal Novo. A inauguração daquele espaço multifuncional localizado na Urbanização Val´Flores, decorreu no dia 25 de Abril, com a presença da população e dos agentes locais, que se juntaram à festa.
A abertura da cerimónia coube ao Teatro Sem Dono e a Ruben Portinha (Associação Bengala Mágica). José António Cabrita, sociólogo e investigador, contextualizou os presentes sobre as origens do Monte do Francisquinho, propriedade de meados do século XIX, com cerca de 60 hectares e que constituía a Sesmaria do Terrim.
Depois do descerramento da placa alusiva à inauguração, o Presidente da Câmara Municipal de Palmela iniciou a sua intervenção, com o «compromisso de fazermos uma conferência sobre estas matérias» e com a evocação dos valores de Abril e da memória histórica de Pinhal Novo. «Hoje é um dia particularmente feliz e com enorme significado por aquilo que celebramos, Abril, mas por aquilo que Abril permite fazer acontecer no desenvolvimento social, local e das comunidades. Estamos hoje aqui a devolver à comunidade um sitio com memória que vale a pena revisitar, um investimento que o Município entendeu empreender, sobretudo pelo espirito de criar uma nova centralidade, indispensável para o desenvolvimento sustentável, uma centralidade que tem que estar dotada de um conjunto de respostas sociais, culturais, desportivas, cívicas, para que sintamos esta força da comunidade, este desenvolvimento social integrado de que todos mesmo, sem exceção, temos de fazer parte».
Valorização patrimonial e reabilitação são investimentos no futuro
Álvaro Balseiro Amaro sublinhou o conceito da criação do equipamento - assente «nas parcerias com os agentes de desenvolvimento local», uma obra de reabilitação de edificações antigas, com a manutenção da sua traça, para novos usos, que permite a construção faseada de novos espaços - e recordou as valências do espaço: gabinetes para 6 entidades diferentes, áreas comuns, uma sala polivalente, um espaço de apoio administrativo, instalações sanitárias, espaços exteriores de apoio e lazer, área de prado de sequeiro e a possibilidade de articulação com outras entidades vizinhas.
O Presidente da Câmara Municipal sublinhou, ainda, a aposta do Município neste modelo construtivo, com a valorização patrimonial e reabilitação «com materiais que potenciam a redução do consumo energético e recursos naturais e uma percentagem significativa de materiais recicláveis» e recordou o investimento realizado «com esta empreita muito desafiante», perto de um milhão de euros (873.271,47€).
Por último, Álvaro Balseiro Amaro, anunciou as respostas do Monte Francisquinho – Centro Comunitário, nas áreas sociais, da formação e inclusão. «Este espaço é e será sempre um espaço de Abril, porque é um espaço, também, da livre iniciativa, das associações, pela discussão plural, coletiva, para fazer acontecer em conjunto, em parceria. É de facto uma das ramificações mais produtivas que Abril nos legou. É uma casa do coletivo, uma casa da comunidade, do associativismo, uma casa de respostas sociais, de causas e de Abril», concluiu.
Saiba aqui quais as associações que residem no Centro Comunitário
O Monte Francisquinho – Centro Comunitário reúne uma rede de associações e recursos diversificados: Grupo de Teatro Amador Ensaiarte, Associação Teatro Sem Dono, ATVK – Associação de Teatro da Vila, Núcleo de Árbitros de Futebol de Pinhal Novo; SEIES – Sociedade de Estudos e Intervenção em Engenharia Social, Crl e Associação Bengala Mágica.
Mais informações no folheto aqui ou através do email cultura@cm-palmela.pt