Palmela mantém robustez financeira e continua a aliviar carga fiscal das famílias
Em 2025, a Câmara Municipal de Palmela arrecadou cerca de 85,2 ME (o valor mais alto do quadriénio), o que representa uma taxa de execução da receita de 95,9%. Em termos absolutos, as receitas próprias (80,9 ME) verificaram um crescimento de 16,8 ME face a 2024.
No que respeita à despesa, foram efetuados pagamentos no valor de 77 ME (mais 7,9% do que em 2024), dos quais 44 ME foram afetos diretamente à concretização das Grandes Opções do Plano. A taxa de execução da despesa foi de 79,4%. Como é prática do Município, não se verifica qualquer valor de faturas em atraso.
Os níveis positivos de execução da Autarquia demonstram a sua robustez financeira, fruto de uma gestão rigorosa e do trabalho de captação de fundos comunitários e outros para aplicação no território. Estes dados destacam-se num contexto de continuada redução da carga fiscal para as famílias e as micro, pequenas e médias empresas e de aplicação de tarifas sociais e de isenções ou reduções para quem investe na reabilitação urbana e promove o arrendamento nos núcleos urbanos mais antigos do Concelho.
A descida verificada na execução da despesa, relativamente a 2024, prendeu-se com obras de peso que registaram atrasos no processo de contratação pública (concursos desertos, atrasos nos projetos, períodos de espera por vistos do Tribunal de Contas), alheios à Autarquia. Não obstante os reflexos na execução financeira, estas obras estão a avançar, com importantes desenvolvimentos em 2026.
A Prestação de Contas 2025 foi aprovada pela Assembleia Municipal de Palmela na sessão realizada a 29 de abril, com os votos favoráveis da CDU e do PS, votos contra do Chega e uma abstenção, também do Chega.
Investimento em saúde, habitação e novos equipamentos públicos
A Operação Integrada Local (OIL) Poceirão-Marateca entrou, em 2025, na sua reta final, com o desenvolvimento ou conclusão de obras, quer no que se refere à requalificação das instalações do movimento associativo e da rede social, quer na beneficiação do espaço público, reforço dos sistemas de abastecimento de água e saneamento e melhorias no Agrupamento de Escolas José Saramago. Também na vertente imaterial, os projetos culturais, as ações de formação e capacitação e o trabalho direto com a comunidade em áreas como a saúde, o ambiente, o sucesso escolar, o envelhecimento ativo ou o empreendedorismo e emprego foram determinantes para o aumento da coesão social e da autoestima das freguesias rurais.
O ano ficou marcado pelo início das empreitadas de construção do Posto da GNR em Poceirão e da Unidade de Saúde de Quinta do Anjo, a par da inauguração do Pavilhão Municipal de Palmela - três obras que representaram o culminar de décadas de reivindicação, tendo o Município investido financeira e tecnicamente na construção de soluções.
A Câmara Municipal concluiu, em 2025, a empreitada de reabilitação da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) de Pinhal Novo e a intervenção parcial na cobertura da Unidade de Saúde Familiar Santiago Palmela, e deu início às empreitadas relativas às UCSP de Águas de Moura e de Poceirão (estas últimas enquadradas pela OIL), que extravasam o âmbito da transferência de competências, mas foram consideradas essenciais para a melhoria de condições para trabalhadoras/es e utentes e para atrair profissionais. Somando todo o trabalho de conservação assumido por administração direta e a aquisição de equipamento, o avolumar de investimento municipal na rede de unidades de saúde evidencia, já, a grande discrepância entre as necessidades identificadas, os compromissos assumidos e os valores transferidos pela Administração Central.
A Estratégia Local de Habitação continuou em implementação e a Autarquia entregou, até ao final do ano, um total de 53 habitações em regime de arrendamento apoiado. A par de ações de melhoria em casas do parque habitacional municipal, manteve-se o impulso de reabilitação de fogos, em particular, no Centro Histórico de Palmela, e foi adjudicada a empreitada de conceção-construção de 21 fogos em Águas de Moura.
A Arrábida foi classificada pela UNESCO como Reserva da Biosfera, em setembro, confirmando a convicção dos municípios de Palmela, Sesimbra e Setúbal, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e da Associação de Municípios da Região de Setúbal (entidade gestora da candidatura e da Reserva), que dinamizaram o processo, pela proteção e sustentabilidade deste património comum.
A infraestruturação geral do território continuou a representar uma importante fatia do investimento, e a cultura, o património, o desporto e bem-estar, o turismo e os múltiplos certames que marcaram o calendário continuaram a afirmar a identidade e os valores locais.