Conferência “Portas que Abril Abriu” prossegue hoje - participe!
A Conferência Comemorativa dos 50 Anos do 25 de Abril “Portas que Abril Abriu” prossegue ao longo do dia de hoje no Cine-Teatro S. João e Escola Secundária de Palmela, com entrada livre. Participe!
Ontem, o primeiro dia do evento ficou marcado pelas valiosas intervenções de protagonistas locais e nacionais das mais diversas áreas e um intenso debate, que permitiram conhecer mais sobre a vida no país e, em particular, no concelho de Palmela, antes e depois de Abril.
Na sessão de abertura, o Presidente da Câmara Municipal de Palmela, Álvaro Balseiro Amaro, destacou que esta é uma iniciativa «emblemática no programa de celebração do 50.º Aniversário do 25 de Abril no concelho de Palmela», como momento de reflexão que permita olhar «para aquilo que foi o combate à ditadura, o percurso de meio século de democracia e os desafios que temos pela frente».
«Só conhecendo bem por aquilo pelo passámos enquanto povo, só perpetuando a memória daqueles que resistiram ao fascismo e à ditadura, só valorizando e enaltecendo o papel de todos os que, neste percurso de 50 anos, trabalharam na construção e consolidação da nossa democracia, é possível termos as ferramentas necessárias para enfrentar os desafios que se nos colocam para o futuro», sublinhou o Presidente.
O Painel 1 “Resistir - Como se vivia e resistia antes do 25 de Abril?” foi moderado por Adilo Costa (Advogado, Autarca e Preso Político) e Diogo Ferreira (Investigador em História Local) e contou com a participação de Adília Candeias (Operária, Autarca e Dirigente Sindical), António Correia (Professor e Ex-Padre), Francisco Fanhais (Cantor), José António Cabrita (Sociólogo e Professor) e José Modesto (Ferroviário e Sindicalista).
Na primeira pessoa, relataram episódios que viveram na altura, recordando os vários medos que sentiam (do sistema, da PIDE, das prisões políticas, da sensação de controlo e fiscalização permanente, da religião), as difíceis condições de trabalho, as limitações impostas às mulheres e no acesso à Cultura, entre outras. Mas, ao mesmo tempo, apresentaram testemunhos de coragem e superação desses medos, com a consciência de que era necessário lutar contra o fascismo e era possível um dia haver liberdade.
“Portas que Abril Abriu - Como se construiu a democracia?” foi o tema do Painel 2, moderado por Antonieta Saragoça Santos (Ex-autarca e Professora) e Duran Clemente (Militar de Abril), em que participaram João Brites (Diretor Artístico do Teatro O Bando e Exilado Político), João Leal (Fundador da Coopinhal), Joaquim Osório (Dirigente Associativo e Dinamizador da Alfabetização de Adultos), Joaquim Ricardo (Ex-autarca e Dirigente Associativo), Natividade Coelho (Ex-autarca e membro da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género) e Virgílio Silva (Dirigente Associativo e de Comissão de Moradores).
As/os intervenientes são pessoas que atuaram na sociedade no pós-25 de Abril e que partilharam as suas experiências de intervenção em áreas como o associativismo, cooperativismo, alfabetização, poder local, cultura ou defesa dos direitos das mulheres.
A fechar o programa do primeiro dia, a Mesa Redonda “A Comunicação Social na Defesa da Democracia e da Liberdade” contou com moderação de Mário Galego (Jornalista e Diretor de Informação Rádio do grupo RTP) e participação de Adelino Gomes (Jornalista e Investigador), Fátima Brinca (Jornalista), Filipa Pereira (Jornalista da New In Setúbal (New In Town) e Francisco Alves Rito (Jornalista e Diretor do jornal O Setubalense, da Popular FM e da Associação Portuguesa da Imprensa).
Permitiu uma reflexão alargada acerca do processo de aprendizagem da comunicação social sobre o que fazer com a liberdade adquirida com a Revolução, o seu papel essencial na democracia e os fatores que hoje continuam a condicionar a liberdade de imprensa plena (as questões do financiamento, o valor que lhe é reconhecido e a confusão entre comunicação e jornalismo gerada pelas novas tecnologias).
Conheça o programa do segundo dia
Hoje, o programa prossegue com o painel Painel 3 “Valeu a Pena? Valeu a Pena!”, às 9h30, no Cine-Teatro S. João, que vai refletir sobre como é agora a liberdade e a democracia. Contará com os contributos de Ana Teresa Vicente (Autarca e Socióloga) e Sofia Martins (Ex-autarca e Secretária Geral da Associação de Municípios da Região de Setúbal), na moderação, e de Jorge Gonçalves (Vice-Presidente do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa) e Pedro Tadeu (Jornalista) como oradores.
À tarde, a partir das 14h30, a Escola Secundária de Palmela recebe o Painel 4 “Utopia - Que Utopia?”, que dará voz às/aos jovens do concelho. Terá moderação e participação de Filipa Bento (Associação All Aboard), Iza da Costa (Associação Inspira Atitude), Miguel Azenha (Ex-Presidente da Associação de Estudantes da Escola Secundária de Pinhal Novo) e de estudantes das Escolas Secundárias de Palmela e Pinhal Novo e Escola Básica José Saramago (Poceirão).
A Conferência termina com o espetáculo musical “Anónimos de Abril”, com Rogério Charraz, Joana Alegre, José Fialho Gouveia e João Afonso, às 21h30, no Cine-Teatro.
Consulte o programa completo da Conferência, promovida pelo Município, aqui.
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