Diogo Faro apresenta novo solo de stand-up “Massa Mãe” em Palmela
O humorista Diogo Faro apresenta o novo solo de stand-up comedy “Massa Mãe” no Cine-Teatro S. João, em Palmela, no dia 5 de novembro, às 21h00.
Em ”Massa Mãe” o artista mergulha nas suas inseguranças e contradições, passando por temas como a masculinidade, a sexualidade, o ativismo, a inteligência artificial e o medo do futuro.
O espetáculo, organizado pela TRUE2NEW – Produção Audiovisual, Lda com o Município de Palmela, tem a duração de 70 minutos, destina-se a maiores de 16 anos e tem entrada no valor de 16€.
Bilheteira: Bilhetes MASSA MÃE - DIOGO FARO - Cine-Teatro S. João.
Mais informações: 212 336 630/ cultura@cm-palmela.pt e em Instagram e Diogo Faro | Facebook.
Sinopse:
«Massa mãe é um fermento selvagem, espontâneo. Talvez até impulsivo, o que num ser humano pode trazer dissabores. Não num fermento.
A massa mãe é um processo de vida contínuo, cheio de vidas em si, onde milhões de microrganismos invisíveis formam o todo. E vai-se acrescentando farinha e água à vida, ajusta-se com sal. Talvez tenha sido demais, foi impulso. Reajusta-se. E cresce, vai crescendo meio disforme, com percalços, mas consistente. A massa mãe é o início do pão ancestral, o que preenche o fundo mais fundo do nosso âmago. O centrinho do centro. E que também se estende para lá de nós. Vai de nós para os outros, vai até tudo.
Parece que estou a anunciar que vou abrir uma padaria hipster pós-moderna existencialista assente no respeito pela tradição milenar, mas não. É o meu novo solo de stand-up.
E entre orgias em Lisboa e linguadões no Rio, a minha masculinidade e sexualidade penduradas algures num espectro, o meu péssimo ativismo e os meus esbardalhanços constantes — obrigado, impulsividade —, ou até mesmo entre o medo de que muito em breve sejamos todos escravos da IA, e a omnipresente consciência da minha finitude, talvez cheguemos ao meu centro. Deitamos juntos mais água e sal, e rezamos a um qualquer deus para que continue a crescer mais ou menos dignamente. Bem-vindos à minha Massa Mãe».
Diogo Faro:
Humorista de profissão e cronista no sapo.pt os seus espetáculos pré-pandemia esgotavam o coliseu e, durante a pandemia, esgotaram também os bilhetes para as 3 sessões que fez na grande Lisboa.
«Estas autobiografias devem ter sido inventadas pelo Narciso e soam sempre àquele aluno que, na autoavaliação, diz à professora que merece 20 e é só mesmo porque não dá para mais. Portanto, a única coisa que me parece relevante saberem sobre mim é que sou comediante, viajante tanto quanto posso e sou um bom e assumido apreciador da vida boémia, já de merecida reputação. Ah, e acho que os Direitos Humanos são uma coisa mais ou menos decente pela qual devemos bater-nos».